Manuel Alegre e o novo partido?



Ora vede: http://quiosque.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ae.stories/8201

Já há uns tempos que tenho vindo a pensar: mas porquê só esquerda e direita? Não ha ninguem que se lembre de criar o PARTIDO DO MEIO?
É que em Portugal parece haver apenas dois partidos, PS (esquerda) e PSD (direita), os outros são os extremos, o que me leva a pensar: bem se PS ou PSD fazem sempre igual (acabando sempre por desiludir e desmotivar quem os elege), isto levado ao extremo deveria ser muito pior ainda! Creio ser por esse motivo que no final da contagem dos votos os extremos acabem sempre com uma mísera percentagem de votos.

Agora com a questão da futura eleição do novo Primeiro Ministro parece-me que o pensamento dominante daqueles que irão votar será o seguinte: "bem não gosto nada do Sócrates, mas isso será motivo suficiente para votar na Ferreira Leite? e o que fará a Ferreira Leite com o poder nas mãos?" Pessoalmente, e pelo que tenho ouvido da parte da Ferreira Leite, virá do mesmo ou pior ainda. Isto tendo em conta o seu discurso (bastante limitado) de "vamos lá apontar o dedo aos defeitos dos outros para nos darem razão". Se falasse mais do que pretende fazer e menos do que os outros andam a fazer, talvez fosse melhor.

Com isto aparece o senhor Alegre a "sugerir" um novo partido. Porreiro, pa! É que assim, talvez nos fosse dada a hipótese de, em vez de comer só fiambre OU queijo, comermos um bocadinho dos dois.
No mínimo, sempre poderiamos experimentar algo novo e eliminar a hipótese do ter um governo arrogante, ou outro que gosta de apontar o dedo aos outros sem falar do que realmente interessa ao povo.

Isto, caso sempre fosse criado o tal partido do MEIO. Não sei se será essa a ideia. Segundo a rudimentar pesquisa que fiz a ideia será continuar a separar o fiambre do queijo.


Por fim, quero apenas acrescentar que este texto reflecte a opinião de quem nada ou pouco entende sobre política (enquanto ciência ou o raio que a parta). Portanto se chegaram até aqui, pf não me rotulem como apoiante do queijo ou do fiambre pois não sou de todo apoiante de coisa alguma, senão, neste momento, da criação de um partido do meio como alternativa aos que temos: 2 partidos, 2 filosofias, e os seus extremos.